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29 Abr 2009 


 para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, mesmo antes que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.



A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.



Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de esôfago?



O esôfago é a porção do sistema digestivo que liga a boca ao estômago. A sua função principal é conduzir o alimento para ser digerido pelos outros órgãos digestivos; por isto, ele tem o formato de um tubo que se estende do pescoço, atrás da traquéia, pelo tronco atrás do osso do peito, até a "boca do estômago". É composto basicamente de músculo recoberto, por dentro, por células de vários tipos.


Admin · 194 vistos · 4 comentários
29 Abr 2009 
Admin · 702 vistos · 29 comentários
29 Abr 2009 
De uma hora para outra, sem que se dê conta do porquê, uma pessoa pode ser acometida de uma indisposição estomacal, que pode vir acompanhada de vários sintomas. Procurando a causa, logo se descobre que foi um dado alimento que a pessoa ingeriu horas antes. Pode ser um alimento que ela jamais tenha provado ou, em alguns casos, um alimento comum em seu cardápio até então. De repente, uma torta deliciosa, um pedaço de carne ou um certo tipo de peixe pode vir a se tornar incompatível com o organismo. O que fazer? Como se tratar? Que problemas podem ocorrer se a pessoa não cortar aquele alimento de sua dieta? Estas e outras questões se encontram aqui para sua informação.

Que tipo de alimento o nosso corpo rejeita?

Em geral, qualquer tipo de alimento pode vir a causar intolerância no organismo, ou produzir uma reação alérgica. Entre os alimentos que são mais comuns em matéria de rejeição, encontramos desde o camarão, a carne de porco, o presunto e até o álcool ou mesmo alguns tipos de farinha.

Quando, depois de uma refeição, "não passamos bem" ou começamos a sentir indisposições. Podem ocorrer pruridos (coceiras) pelo corpo todo, incluindo barriga, mãos, pés e rosto. Essas coçeiras podem vir acompanhados de um certo inchaço, em todo o corpo. Também ocorrem reações de náusea, vômitos e diarréia, nem todas em conjunto.

A intolerância ao alimento pode ser detectada através de manifestações clínicas de alergia alimentar, ou seja, dos sintomas que a pessoa apresenta. Caso esses sintomas sejam socorridos em tempo, acabam não passando de um susto. Um susto, porém, que poderá merecer cuidados especiais pela vida toda, desse dia em diante.

O que causa a intolerância alimentar?

Digamos que, em dado momento, corpo e elemento externo (o alimento) se encontrem em uma fase de "incompatibilidade de gênio". Ou seja, a partir de um dado instante, o nosso organismo não mais se entende com um certo alimento. Ele o rejeita. Na verdade, o organismo apresenta uma rejeição por algum componente que se encontra naquele alimento. Descobrir qual é esse componente não é tarefa fácil para um médico, mas é fundamental que sejam feitos testes para que a pessoa não venha a ingerir outro alimento em que o mesmo componente esteja presente, pois sofrerá novamente a mesma indisposição.

Em que fase da vida a intolerância alimentar é mais freqüente?

Qualquer indivíduo, em qualquer fase da vida, pode ser surpreendido com uma repentina intolerância ou alergia a um dado alimento. Em geral, os sintomas se iniciam na infância – e isso pode acontecer desde os primeiros dias de vida".

Exatamente, que tipo de reações podem ocorrer?

São as seguintes as mais freqüentes:

- respiratórias – rinite, tosse, asma, otite.
- gastrointestinais – cólica, diarréia, vômitos.
- cutâneas – urticária, dermatite, prurido, etc.
- neurológicas - enxaqueca, vertigem, distúrbios visuais, por exemplo.

Também pode ocorrer artrite, febre, e até mesmo irregularidade menstrual nas mulheres.

Se, por algum motivo, eu mudar drasticamente minha alimentação, posso vir a ter propensão a alergias?

Sim, principalmente se a mudança for de uma dieta mais leve para outra mais forte ou completamente estranha ao organismo. Em casos de súbita mudança de hábitos alimentares, as condições físicas gerais, o fator emocional e as condições imunológicas da pessoa se encontram alteradas e isso pode desencadear uma reação.

Que alimentos são melhores para se consumir no inverno? E no verão?

Basicamente, no verão se aconselha mais frutas e alimentos leves, enquanto que no inverno podemos consumir mais caldos e sopas nutritivas.

No entanto, em qualquer época do ano, é preferível escolher sempre os alimentos mais naturais, sem grande concentração de gorduras, açucares e aditivos químicos.

Nosso corpo ‘sabe’ que alimentos escolher?

Nosso corpo, de alguma maneira e até certo ponto, ‘sabe’ que alimentos escolher em cada época do ano, mas o problema é que nossa vontade não tanto. Nem sempre fazemos a escolha certa. Isto porque escolhemos o que comer mais pela aparência e pelo aroma, sem levar em conta se aquele alimento é saudável ou não.

Em alguns centros de ioga, os iogues são ensinados a ficar ‘desapegados do sabor’, buscando mais o valor dos nutrientes do organismo e não a satisfação do apetite por um apelo visual, de sabor ou de cheiros.

Entre paladar e nutrição, portanto, qual o melhor caminho?

"Gosto é algo muito individual. As crianças escolhem o que comer pelo sabor, pelo alimento que mais as agrade. Já os adultos têm desenvolvido atualmente uma maior consciência alimentar.

Alergia – existe cura?

Existem tratamentos e, em alguns casos, a pessoa poderá desenvolver a tolerância ao alimento alergênico.

Esse é um processo muito delicado, que deve ser acompanhado de perto por um profissional de saúde. E terá maior chance de êxito quanto maior for a colaboração do paciente.

Ao vencedor, as farinhas

Algumas pessoas descobrem que têm uma intolerância ao glúten, que é encontrado em quase todo tipo de farinha. Um inocente pão com manteiga, por exemplo, pode desencadear um tipo especial de distúrbio alimentar chamado doença celíaca (também chamada spru tropical).

Foi em 1888 que Samuel Gee, um pesquisador inglês, considerou que as farinhas poderiam ser as causadoras dessa doença, o que foi confirmado anos depois por Dicke, pediatra holandês.

Este observou que durante a guerra, quando o pão andava escasso na Europa, os casos de doença celíaca diminuíram. Alguns anos depois ele comprovou a teoria, concentrando-se no papel do glúten (contido no trigo, cevada, aveia e centeio) ao provocar a doença.

Os portadores de doença celíaca devem evitar qualquer tipo de farinha, pois, por uma predisposição genética, não conseguem absorver esse tipo de alimento.

Uma curiosidade, é o nosso pão de queijo, que é uma exceção. Nele não está presente a gliadina, o componente do glúten que os celíacos não devem ingerir.

Segundo alguns gastro-pediatras, em certa época da vida os sintomas desaparecem, mas eles retornam e o tratamento da doença celíaca, depois de feitos exames especiais e constatada a ocorrência, deve ser uma dieta especial pelo resto da vida. Com isso, a pessoa pode levar uma vida normal, desde que controlada.


Admin · 248 vistos · 6 comentários
29 Abr 2009 
O câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando um aumento por ano de 2% na sua incidência mundial. Em 90% dos casos diagnosticados está associado ao consumo de derivados de tabaco (leia mais em Tabagismo). No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por 14.715 óbitos em 2000, sendo o tipo de câncer que mais fez vítimas. 

Consulte a publicação Estimativa de Incidência de Câncer do INCA.
O câncer de pulmão, do ponto de vista anatomo-patológico, é classificado em dois tipos principais:
1) Pequenas células
2) Não-pequenas células (85%)

O tumor de células não-pequenas corresponde a um grupo heterogêneo composto de três tipos histológicos principais e distintos: carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células, ocorrendo em cerca de 75% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão. Dentre os tipos celulares restantes, destaca-se o carcinoma indiferenciado de células pequenas, com os três subtipos celulares: linfocitóide (oat cell), intermediário e combinado (células pequenas mais carcinoma epidermóide ou adenocarcinoma).

A expressão oat cell ganhou importância na linguagem médica por ser um subtipo especial de câncer pulmonar. As principais características são rápido crescimento, grande capacidade de disseminação e invasão cerebral freqüente. Apesar do alto grau de resposta ao tratamento, apresenta baixo percentual de cura.


Diagnóstico Clínico e Patológico
Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são a tosse e o sangramento pela via respiratória. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns para o paciente. Além disso, uma pneumonia de repetição pode, também, ser a apresentação inicial da doença.

A maneira mais fácil de diagnosticar o câncer de pulmão é através de um raio-X do tórax complementado por uma tomografia computadorizada. A broncoscopia (endoscopia respiratória) deve ser realizada para avaliar a árvore traquebrônquica e, eventualmente, permitir a biópsia. É fundamental obter um diagnóstico de certeza, seja pela citologia ou patologia.

Uma vez obtida a confirmação da doença, é realizado o estadiamento que avalia o estágio de evolução, ou seja, verifica se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos. O estadiamento é feito através de vários exames de sangue e radiológicos, como dosagens enzimáticas e ultrassonografia, respectivamente.


Fatores de Risco
Independentemente do tipo celular ou subcelular, o tabagismo é o principal fator de risco do câncer pulmonar, sendo responsável por 90% dos casos. Outros fatores relacionados são certos agentes químicos (como o arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, níquel, cádmio e cloreto de vinila, encontrados principalmente no ambiente ocupacional), fatores dietéticos (baixo consumo de frutas e verduras), doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão.


Sintomas
Os tumores de localização central provocam sintomas como tosse, sibilos, estridor (ronco), dor no tórax, escarros hemópticos (escarro com raias de sangue), dispnéia (falta de ar) e pneumonia. Os tumores de localização periférica são geralmente assintomáticos. Quando eles invadem a pleura ou a parede torácica, causam dor, tosse e dispnéia do tipo restritivo, ou seja, pouca expansibilidade pulmonar.

O tumor localizado no ápice pulmonar (Tumor de Pancoast) geralmente compromete o oitavo nervo cervical e os primeiros nervos torácicos, levando à síndrome de Pancoast, que corresponde à presença de tumor no sulco superior de um dos pulmões e dor no ombro correspondente, que se irradia para o braço. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado, podendo existir crises em horários incomuns para o paciente. Uma pneumonia de repetição pode ser também um sintoma inicial de câncer de pulmão.

Prevenção
A mais importante e eficaz prevenção do câncer de pulmão é a primária, ou seja, o combate ao tabagismo. A ação permite a redução do número de casos (incidência) e de mortalidade.


 


Admin · 339 vistos · 3 comentários
29 Abr 2009 


Essas duas doenças respiratórias afetam grande parte da população mundial, estimando-se por volta de 5-10%, independente de idade, cultura e localização geográfica. A asma é uma doença que pode ser grave, causando grande impacto na qualidade de vida do indivíduo, podendo resultar em faltas ao trabalho e à escola. Embora não exista cura, ela pode ser controlada, permitindo que a pessoa tenha uma vida produtiva e ativa.



A bronquite refere-se a uma inflamação das vias aéreas, que pode ser aguda ou crônica, geralmente associada a uma infecção respiratória generalizada. Não se caracteriza por crises de exacerbação, como a asma, embora a bronquite crônica possa ter períodos de piora dos sintomas. Porém, a bronquite crônica se diferencia da asma porque na primeira a obstrução ao fluxo de ar é irreversível, fazendo parte da chamada doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC, a doença pulmonar dos fumantes.




O que é a asma?




A asma é uma doença crônica, que se manifesta na forma de crises de piora, que podem ser bastante graves. Na verdade, o que ocorre é que a inflamação das vias aéreas faz com que elas fiquem inchadas e produzam muita secreção (catarro). Com isso, forma-se uma obstrução ao fluxo de ar, dificultando a passagem do mesmo. Essa obstrução ocorre principalmente na expiração (quando a gente elimina o ar dos pulmões) e, por isso, o ar que a pessoa inspirou vai ficando preso nos pulmões, dificultando sua respiração. Uma importante característica da asma, que a diferencia de outras doenças com obstrução de vias aéreas, é que essa obstrução é reversível, ou seja, não fica obstruído o tempo todo. Entretanto, em alguns casos, se a doença não é tratada, essa inflamação crônica leva a um desarranjo das vias aéreas, causando uma obstrução permanente ao fluxo aéreo.



A asma inicia-se geralmente na infância, após os dois anos de idade, porém pode surgir em qualquer idade. O que ocorre na maioria dos casos é que a doença melhora no final da infância, e a criança passa a não apresentar mais crises. Porém, esses indivíduos podem, no futuro, voltar a apresentar os sintomas, pois como já dissemos a doença não tem cura, apenas controle.



Alguns fatores identificados colocam a pessoa sob maior risco de desenvolvimento de asma. Os fatores predisponentes compreendem os genéticos, que por razões ainda desconhecidas tornam esses indivíduos mais sensíveis ao aparecimento da doença. Parece que a asma é mais freqüente em meninos do que em meninas.



Dentre os fatores causais, responsáveis por sensibilizar as vias aéreas, levando ao início da doença, destacamos determinados alérgenos (substâncias que causam alergia) como o ácaro do pó doméstico, pêlos de animais, penas, pólen, fungos, alimentos e medicamentos (aspirina). O ácaro do pó doméstico é o mais comumente associado à asma. Até 80% dos pacientes com asma apresentam teste de alergia positivo para ele. Em casa, concentram-se principalmente nas roupas de cama e nos colchões. Outra situação é a asma relacionada à exposição a determinadas substâncias, no trabalho, como tintas, pó de madeira e de cereais, polens e corantes sintéticos. Nem todas as pessoas expostas desenvolvem a doença, apenas as predispostas.



Os fatores contribuintes aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver a asma, quando exposta a um fator causal. São eles: infecções respiratórias, tabagismo (incluindo o tabagismo passivo) e poluição do ar.




Quais os sintomas da asma?




Os sintomas da asma variam bastante, de pessoa para pessoa, algumas apresentam crises leves, quase assintomáticas, enquanto outras desenvolvem quadros graves, necessitando de internação até em um CTI. Os principais sintomas da asma são a falta de ar (dificuldade para respirar), a tosse (geralmente sem catarro), o chiado e a sensação de aperto no peito. Algumas crianças apresentam apenas a tosse. Esses sintomas podem ocorrer em qualquer horário do dia, mas ocorrem preferencialmente à noite e pela manhã. Em outros casos, o indivíduo apresenta sintomas apenas durante a prática de atividade física, o chamado broncoespasmo induzido por esforço.



Frequentemente, as crises podem se acompanhar de batimento cardíaco acelerado (taquicardia), aumento da freqüência respiratória e sudorese. Nos casos graves, a pessoa não consegue nem mesmo falar.



O diagnóstico de asma é suspeitado na presença dos sintomas acima descritos, especialmente quando há história de parentes acometidos. Os exames normalmente realizados são a radiografia de tórax, a espirometria e, eventualmente, alguns testes cutâneos para detectar alergia. A espirometria é um exame que avalia a função do pulmão, e é realizado da seguinte forma: a pessoa respira em um dispositivo conectado em um computador, o qual faz as medidas. Durante o exame, a pessoa é orientada a respirar profundamente, soltar o ar com força e rápido, e outras manobras específicas.



Como é feito o tratamento da asma?



O tratamento da asma é altamente dependente do paciente e de seus responsáveis. Compreende o emprego de medidas preventivas associadas a modificações do ambiente e o uso de medicamentos específicos.



Com relação às modificações do ambiente (especialmente o doméstico), são recomendadas as seguintes medidas:



• Os animais de estimação devem ser mantidos fora da casa, principalmente do quarto da criança/adulto com asma.



• Quando for visitar uma casa que tenha animais, levar a medicação de alívio.



• Evitar artigos domésticos que contenham penas, como travesseiros e acolchoados.



• Os colchões, estrados de molas e travesseiros devem ser recobertos com uma capa de material plástico, sendo mantidos bem fechados.



• As roupas de cama devem ser trocadas e lavadas semanalmente.



• Se possível remover todos os tapetes, cortinas, caixas de papelão, bichinhos de pelúcia.



• Nos casos de indivíduos alérgicos a pólen, manter as janelas fechadas durante as estações com maior concentração do mesmo. Evitar sair ao meio-dia e à tarde, pois nesses horários a concentração de pólen, no ar, é maior.



• Se você tem asma, não fume.



• Não permitir o fumo dentro de casa ou perto dos indivíduos com asma.



Os medicamentos usados classificam-se em dois grupos:



• Medicamentos de alívio: são aqueles utilizados durante as crises, para aliviar os sintomas. Compreendem basicamente os broncodilatadores, os quais possuem a função de abrir as vias aéreas obstruídas.



• Medicamentos de controle: são também chamados de preventivos. São utilizados todos os dias e atuam na progressão da doença. Incluem os antiinflamatórios e os broncodilatadores de longo período de ação.



Esses medicamentos geralmente são administrados na forma inalatória, por meio das famosas bombinhas, mas também por inaladores, os quais são mais caros.



Em todos os casos, é de extrema importância, o uso correto do dispositivo, para garantir que o medicamento alcance realmente os pulmões. Em crianças e indivíduos com mais dificuldade, recomenda-se o uso de espaçadores, que facilitam a aplicação do medicamento.



Devemos enfatizar, mais uma vez, que o objetivo do tratamento da asma não é a cura, e sim o controle dos sintomas, a prevenção das exacerbações, a manutenção de testes de função pulmonar o mais próximo possível da normalidade, a prática de atividades normais e a prevenção do desenvolvimento de obstrução crônica e de morte por asma.



O que é a bronquite?



A bronquite é uma condição geralmente associada à infecção do sistema respiratório. A bronquite aguda costuma se manifestar como um quadro de tosse intensa e prolongada, que persiste após o desaparecimento dos outros sintomas. Pode tornar a via aérea mais sensível a fatores como frio, fumaça de cigarro e poluição, fazendo com que a tosse piore quando a pessoa é exposta a eles.



O período de maior incidência inclui os meses mais frios do ano, sendo quase sempre causada por infecção por vírus, geralmente os mesmos que causam o resfriado comum. Porém, algumas bactérias também podem estar envolvidas. Esses agentes infecciosos disseminam-se pelo ar, sendo adquiridos pela via respiratória.




Quais os sintomas e o tratamento da bronquite?




O principal sintoma da bronquite aguda é a tosse, que pode durar várias semanas. Quando a tosse é muito prolongada, deve-se diferenciar a bronquite da asma e da pneumonia. No início a tosse costuma ser seca (sem catarro), mas com o tempo surge uma secreção espessa e clara, que pode acabar tornando-se esverdeada ou amarelada. Outro sintoma é a dor no peito, que pode piorar quando o indivíduo inspira. Febre também pode estar presente.



O médico geralmente faz o diagnóstico apenas com a história clínica. Às vezes, para excluir pneumonia, pode ser solicitada uma radiografia de tórax. Em alguns casos, pode ser necessário o exame do catarro, o que permite, às vezes, identificar o agente causador. Porém isso não é necessário, na grande maioria das vezes.



A maioria dos casos resolve-se espontaneamente, não requerendo tratamento. Como a doença geralmente é causada por virose, não é necessário o uso de antibióticos. Para alívio da tosse, recomenda-se a realização de nebulização, que ajuda a amolecer a secreção e facilita sua eliminação. O uso de antitussígenos geralmente não é indicado, pois a tosse é um mecanismo protetor dos pulmões; sem ela, a secreção se acumula no interior deles, tornando-se um ótimo local para a proliferação de bactérias, podendo levar a quadros de pneumonia. O indivíduo deve parar de fumar, pois isso acelera a melhora, além de prevenir outras doenças pulmonares no futuro.



A bronquite crônica é um quadro de inflamação prolongada das vias aéreas, estando associada à obstrução irreversível das mesmas. Praticamente todos os casos, ocorrem pelo efeito nocivo do cigarro nos pulmões. Acomete geralmente indivíduos mais idosos, que fumaram durante longo período de suas vidas. Junto com o enfisema pulmonar, a bronquite crônica compõe o espectro da DPOC.



Os sintomas apresentados são a tosse com catarro, a dificuldade para respirar e o chiado no peito (durante as crises de piora). O indivíduo pode apresentar também coloração azulada nas pontas dos dedos, ao redor dos lábios e na ponta da orelha (cianose), nos casos mais graves.



Geralmente o diagnóstico é feito em indivíduos com os sintomas descritos acima, presentes há bastante tempo, e com relato de tabagismo pesado de longa data. Os exames realizados são a radiografia do tórax e a espirometria.



O primeiro passo para o tratamento é parar de fumar. Sem isso, os medicamentos são inúteis. Esses compreendem os mesmos grupos utilizados no tratamento da asma. Nos casos mais graves pode ser necessário o uso de oxigênio.



Admin · 284 vistos · 6 comentários

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